sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Jorge 'divino' carpinteiro

JORGE ‘DIVINO’ CARPINTEIRO




Coitado do Jorge
Pobre do Jorge
Coitado de mim, de nós, de todo mundo
Mas meu Deus, que mundo cruel!
Jorge era de andar morno e maroto
Dos olhos foscos mas corretos
E disciplina sem igual
Jorge era moço da pele bem preta e saudável
Parecia um M’Ouro
Tinha o sorriso aberto, claro, modesto e honesto
Tinha a paciência do anjo que lhe faltou
Era dado aos estudos e aos amigos da hora
Com uma educação de um príncipe
Sim, Jorge era um príncipe
Disfarçado de gente como nós
Um divino carpinteiro de peças magistrais
De sabedoria intinerante
De calor humano instigante
Jorge era um gigante
Incapaz de parecer assim – a sua humildade.
Jorge era da raça pobre, da negra raça forte
Jorge era um nobre
Agora um Anjo!

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